A Nascente

A Nascente - Ayn Rand
Autor:
Ayn Rand
Editora:
Arqueiro
N° de Páginas:
857

Por que eu li?

Eu já tinha o A Nascente desde o fim de 2014, mas só fui ler no início desse ano (2016). Comprei na época porque soube um pouco que ela era uma das autoras mais lidas dos Estados Unidos, mas ficou na estante por um tempo.

Na real eu estava com preguiça de ler um livro completamente diferente dos que eu costumo ler, um romance, e ainda mais por ter mais de 800 páginas. Ele ficou esse tempo todo na geladeira, e o que me motivou a colocar ele como prioridade foi um vídeo do Mark Cuban falando que esse era o seu livro favorito.

E se você sabe um pouco sobre mim você sabe que eu gosto bastante do Mark.

Foi simplesmente esse motivo. Uma palavra do Mark e eu comecei a ler no mesmo dia.

E foi uma ótima decisão, porque ele me prendeu muito, ficou marcado como um dos melhores livros que eu já li e também pra mostrar que dá pra aprender muito ao diversificar o tipo de livros que eu leio.

Sobre a autora

Ayn Ran é uma autora, roteirista e filósofa america bem famosa com uma história bem interessante.

Ela nasceu em 1905 (!), na antiga União Soviética, mas aos 9 anos decidiu ser autora, o que acabou acontecendo e ela se tornou uma das mais influentes do Estados Unidos.

Ela fez faculdade de Filosofia e História e se formou em 1924, e em 1925 ela foi visitar parentes nos Estados Unidos e nunca mais voltou.

Em 1943 escreveu A Nascente (The Fontainhead, em inglês), que foi o livro que deu fama a ela, mesmo com outros 3 livros escritos anteriormente. A Nascente também virou um filme em 1949 com o nome de Vontade Indômita aqui no Brasil.

Depois ela ainda publicou outro livro bem famoso, A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged, em inglês). Algumas pessoas dizem que apesar de A Revolta de Atlas ser mais famoso e ter sido o livro que mais marcou, A Nascente seria melhor e que se você tivesse que escolher entre um e outro, essa deveria ser a sua escolha.

Cabe a você ler os dois e comparar. Ou não.

Quando eu fui pesquisar sobre ela me chamou a atenção que tudo isso que ela fez foi no início do século passado, quando as mulheres tinham uma liberdade muito menor, o mundo era mais fechado do que é hoje e mesmo assim ela passou por todos esses desafios de fazer faculdade, escrever, sair da Rússia…

Ela defendia muito os direitos individuais, o direito à liberdade, à propriedade e à busca da felicidade. E ela criou o Objetivismo.

Ela é bizarra. 🙂

O que é A Nascente?

Esse livro foi escrito em 1943, mas ele é mais atual do que nunca. Pode ser que seja mais atual do que na época em que foi lançado. (Talvez seja um dos motivos de ser lançado e vendido até hoje no mundo todo)

Esse livro é todo em torno do Howark Roark, um arquiteto. Ele seria o ser humano ideal, criador, esforçado, idealista e etc… Isso traz problemas para ele, porque as pessoas não entendem como ele pensa e acabam complicando as coisas. Tem também o outro lado da figura, o Peter Keating, que é obcecado por ter reconhecimento acima de tudo, mesmo que seja necessário fazer coisas vergonhosas.

A Nascente mostra como uma pessoa como Roark, um criador, pode sofrer no mundo que aceita as pessoas que sabem se impor, que são diferentes e criativas. Ele sofre com pessoas que não entendem que inovar e criar é sempre necessário. Ele sofre com as pessoas que aceitam o senso comum e seguem todas o mesmo caminho.

Na verdade ele não sofre… Porque ele não liga! (leia o livro pra entender)

Em vários momentos eu reconheci os problemas que ele tinha, de as vezes ninguém entender a ideia e a cabeça dele. Provavelmente vai acontecer o mesmo com você.

Esse livro é cheio de filosofia, e eu não curto isso. Mas mesmo assim eu gostei bastante e entendi que A Nascente envolve o criativo e a sociedade.

Entre as coisas mais interessantes do livro estão as ideias dela de realização, respeito, autoestima e crescimento.

A Nascente tem outros personagens que complicam ainda mais a situação de Howard, outros que ajudam ele. A parte final do livro é incrível. Principalmente na fase do julgamento de Roark.

A Nascente é uma aula de coragem, criatividade, ego, valores, postura e filosofia (mesmo se você for como eu e não gosta muito disso.) É coisa de terminar o livro e ficar feliz, se sentir bem.

A Ayn Rand quebra o conceito de egoísmo, que em geral é ruim, de altruísmo, que em geral é bom, e fala sobre as minorias. Ela mostra uma visão diferente sobre isso, com muita força na parte final do livro, que por sinal é dividido em 2 livros.

Vale a pena ler. Só não faz como eu, que demorei muito tempo pra começar…

Falando de um jeito mais cru: Mesmo que você não entenda de filosofia e essas coisas mais “teóricas”, você vai se sentir bem lendo esse livro. A sensação que eu tinha era de que a cabeça tava abrindo, sabe?

Agora faz alguma coisa aí…

Deixa seu comentário aqui embaixo e me diz se você já leu esse livro ou se já ouviu falar. Me conta o que você achou.

Se você ainda não leu e bateu a curiosidade, clica aqui pra comprar um livro pra você e começa a ler! A Nascente se tornou um dos meus livros favoritos e acho que você vai curtir bastante.

Grande abraço,
-Leo Alvarenga

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  • Fábio Escanfella

    Hm, bastante interessante, Leo!
    Eu não conhecia esse livro não.. interessante, valeu pela recomendação!!

  • JustJow

    Obrigado, estava buscando mais opiniões sobre o livro e cai no seu site, vi que o seu site também tem outras matérias muito boas, acompanharei seu trabalho. Abraços!

    • O livro é ótimo! Tenho certeza que você vai curtir!